Drops

Papo curto demais para um vídeo ou um post no blog

PH Santos

Diferentes batalhas dos 100

Passei os últimos dias vidrado nas duas novas versões de A Batalha dos 100 na Netflix: México e Itália. Tenho uma queda por reality show me pega de jeito, vocês sabem. Chamou atenção a disparidade entre os dois.

Comecei pelo México e gostei, mas tava achado modesto demais. Tudo bem, porque parecia apenas um teste para o programa não se limitar mais à Coreia. Quando comecei o Itália, a melhoria foi evidente. Elenco melhor, mais intrigas, só que principalmente o valor de produção bem superior. A prova de abertura é num galpão imenso com um piscinão absurdo. Nada a ver com o aperto da versão México. O ritmo é menos atropelado também. Itália ainda fica aquém do original asiático. Esse ainda é imbatível.

Por sinal, Netflix, quando vai ter a versão Brasil? O Bitelo, vai?

PH Santos

A pipa vai longe?

O filme cearense do talentoso Allan Deberton foi o escolhido do Brasil para tentar uma vaga no Oscar. Funciona assim: primeiro faz a escolha interna, depois a disputa se dá pela vaga entre os cinco finalistas e daí é a parte da disputa do Oscar mesmo. Pois bem...

Feito Pipa é da minha terrinha e essa indicação me dá um baita orgulho. Por sinal, antes do filme estrear no cinema comercial, vale a pena conferir Pacarrete, outro trabalho primoroso do Deberton.

Tô ansioso para assistir e escrever a crítica, além de curioso para medir a força do nosso cinema lá fora. Será que o fôlego diminuiu depois de O Agente Secreto ou ainda temos lenha para queimar? Torcida não vai faltar.

PH Santos

Menos Hollywood, mais cinema

O produtor Rodrigo Teixeira, do sucesso Ainda Estou Aqui e outros, cravou que produções internacionais vão dominar os indicados a Melhor Filme no Oscar nos próximos cinco anos. Faz todo sentido! Ano sim, ano também, temos longas não norte-americanos na categoria principal e em várias outras. Desde que Parasita levou aquele ano, Hollywood abriu a porteira. Vários chegaram.

Eu penso que isso também é a tal da hipercultura que Byung-Chul Han tanto defende: viramos turistas de camisa florida. Ele fala isso dizendo que ninguém mais é tão apenas de lugar um lugar só.

É bom o Oscar menos americano. Melhor ainda o cinema mundial menos americano. No trilho disso, acho imprescindível o cinema brasileiro ser cada vez menos outra coisa que não BR. Acho que Rodrigo está certo (ou perto disso).

PH Santos

Minissérie é a solução

No rescaldo do cancelamento de Cangaço Novo na 2a temporada, reafirmo que o formato minissérie é a melhor saída para produções mais ambiciosas. A Netflix, por exemplo, já percebeu isso e vem reservando séries (séries mesmo) para projetos mais protocolares, enquanto usa minisséries para histórias que não cabem num filme e não sustentam anos de enrolação.

Todo mundo ganha. É honesto com quem acompanha, se o sucesso for estrondoso, faz uma nova temporada com tramas novas dentro do mesmo universo, tipo True Detective, Fargo e tantas outras. De quebra, resolve o mal crônico da era do streaming, que é esse abismo entre uma temporada e outra. Ninguém mais lembra do que aconteceu na temporada passada.

Uma pena cancelar Cangaço, mas isso é mais comum do que sapato no chão.

PH Santos

Sem Lanternas, Ted Lasso e outros?

Têm me perguntado bastante pelos vídeos de Lanternas, Ted Lasso e afins. Lanternas já teve primeiras impressões e, ao fim da temporada, terá o clássico Saldo Final. Já para o quarto ano de Ted Lasso, não cabem primeiras impressões, mas com certeza haverá vídeo sobre. Pouquíssimas séries acompanho episódio a episódio hoje: exige tempo, investimento, e a pauta precisa cobrir vários outros assuntos além do óbvio. Ou a gente só quer o hype da semana? Também não ajuda a Warner não liberar os screeners de Lanternas para a imprensa. Se liberassem, dava até para cogitar a cobertura já que teria mais tempo de preparo.

PH Santos

Não-jornalismo segundo João

Não devia, mas matérias com manchetes sensacionalistas ainda me espantam. A mais recente: "João Fonseca pausará a carreira". Ele fará uma pausa no calendário, mas o correto seria dizer que não disputará os próximos torneios. Desde a estreia profissional, João organiza blocos para jogar e descansar. Parece uma corretíssima (e óbvia) gestão de longo prazo, já que ele ainda não tem físico para o rojão da ATP (quem tem?!). Quem pulou etapas quebrou, de Guga a Alcaraz. Imagina se Guga tivesse os fisiologistas de hoje e dosasse a carga! Talvez nos daria o prazer de suas paralelas por muito mais tempo. João não vai parar, ele está cuidando do corpo, e as postagens deveriam demonstrar mais isso. Mas tudo é clique, afinal.