Menos Hollywood, mais cinema
O produtor Rodrigo Teixeira, do sucesso Ainda Estou Aqui e outros, cravou que produções internacionais vão dominar os indicados a Melhor Filme no Oscar nos próximos cinco anos. Faz todo sentido! Ano sim, ano também, temos longas não norte-americanos na categoria principal e em várias outras. Desde que Parasita levou aquele ano, Hollywood abriu a porteira. Vários chegaram.
Eu penso que isso também é a tal da hipercultura que Byung-Chul Han tanto defende: viramos turistas de camisa florida. Ele fala isso dizendo que ninguém mais é tão apenas de lugar um lugar só.
É bom o Oscar menos americano. Melhor ainda o cinema mundial menos americano. No trilho disso, acho imprescindível o cinema brasileiro ser cada vez menos outra coisa que não BR. Acho que Rodrigo está certo (ou perto disso).