Do neida, uma série de “Blade Runner 2099”. Melhor, minissérie! Os oito episódios chegam de uma vez ao Prime Video em 25 de novembro.

Para além de ser “Blade Runner” (quem acompanha aqui sabe que é um dos filmes mais importantes pra mim), algumas coisas me animam e outras me deixam com o pé atrás.
Anima:
O título já diz que a história se passa 50 anos depois do segundo filme. Ou seja, vamos pra onde “Blade Runner” pertence: um futuro bem mais distante. O hoje anda rápido demais. É preciso olhar ainda mais longe pra que a reflexão não pareça apontar para a próxima esquina.
O formato de minissérie é o que mais me deixa contente. Já falei aqui que esse é o jeito certo de fazer projetos ambiciosos, e um universo como o de “Blade Runner” não precisa de cinco temporadas de enrolação. Acertou de partida.
Fico curioso porque os dois primeiros episódios são de Jonathan van Tulleken, que dirigiu “Xógum”. Quem viu sabe do que ele é capaz: definir atmosfera, criar aquele climão denso e ter calma pra contar uma história. “Blade Runner” precisa disso.
Pé atrás:
Vão mexer num clássico, mas tem o que dizer? É preciso saber usar “Blade Runner”. Ainda que eu ame “2049”, o filme me deixou uma leve impressão de ser mais estética do que texto. Porém, ainda tinha texto… Vamos ver para onde a série vai apontar.
Tomara que Michelle Yeoh não seja subaproveitada. Tá rolando essa mania de colocar bons nomes na capa, mas eles só ficam alguns episódios. Não gosto disso.
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Já pedi acesso antecipado. Se rolar, tem crítica antes da estreia. Se não, quem sabe um dia. Sem pressa.